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A cooperativa mineira é a maior do ramo com capital 100% nacional e a maior exportadora de lácteos do Brasil, contando com 27 cooperativas associadas, cerca de 9000 fornecedores e uma captação de aproximadamente 100 milhões de litros de leite por mês.
Atualmente, a empresa possui seis fábricas, quatro em Minas Gerais e duas em Goiás, com capacidade instalada para processamento de 4 milhões de litros de leite/dia. Empregando as mais modernas tecnologias de produção, a Itambé comercializa, aproximadamente, 140 tipos de produtos lácteos. O carro-chefe da cooperativa é o leite em pó, sendo também líder nacional em vendas de manteiga, requeijão e doce de leite. Nos segmentos de leite condensado e creme de leite, a empresa detém a vice-liderança no mercado brasileiro.
Linha do tempo
A empresa iniciou suas atividades, em 1944, por iniciativa do governo de Minas Gerais. A primeira usina foi instalada na Rua Itambé, em Belo Horizonte, com o nome de Usina Central de Leite, diretamente ligada à Secretaria de Agricultura do Estado. Nessa época a indústria recebia 22 mil litros de leite por dia, sendo distribuído em carroças na cidade de Belo Horizonte.
Em 1948, representantes de seis cooperativas associadas, unidos a outros seis produtores individuais formaram a Central dos Produtores Rurais de Leite Ltda. (CCPL), que um ano mais tarde foi entregue pelo governo aos produtores em regime de arrendamento. Em 1956, a CCPL passa a se chamar Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR/Itambé).
Em 1957, foi inaugurada a nova fábrica de Sete Lagoas, destinada à produção de leite em pó, manteiga, queijos e doce de leite. Nos 30 anos seguintes, a Itambé inaugurou 5 usinas, nas cidades de Uberlândia, Pará de Minas, Goiânia e Guanhães, além de duas fábricas de rações, em Contagem e Nova Ponte. A fábrica de Sete Lagoas é a maior em recepção de leite do Brasil, e a de Uberlândia, a mais moderna do país.
Em 2002, foi acertada a participação da CCPR/Itambé na SERLAC, uma empresa de trading para negócios de exportações e importações. No ano seguinte, iniciam-se as exportações de leite em pó para países da África, América Latina e Oriente Médio. Ainda em 2003, a Itambé torna-se a primeira empresa brasileira a pagar bonificação por fidelidade aos produtores que forneceram leite durante todo o ano.
Boas ações
Para garantir a qualidade do leite que distribui, a Itambé desenvolveu várias ações. Uma delas, o Projeto da Qualidade, foi responsável, em tempo recorde, pela generalização de 100% do leite e instalação de tanques de resfriamento em todas as fazendas.
Outra ação que vem mudando a realidade da qualidade do leite em Minas é o projeto Unileite - União pela qualidade do leite - desenvolvido por uma equipe da Escola de Veterinária da UFMG, e que conta com apoio financeiro da Itambé.
Para dar suporte aos processos que garantem qualidade do produto, a empresa implantou laboratórios com tecnologia de ponta para os trabalhos de análise do leite e controle de qualidade.

O novo presidente
Após 40 anos tendo José Pereira Campos Filho como presidente, no último dia 3 de abril aconteceu em Belo Horizonte a cerimônia de posse do novo presidente da Itambé. O cargo foi entregue ao até então vice-presidente comercial Jacques Gontijo Álvares, que está na empresa há 21 anos.
Como metas da nova diretoria para os próximos três anos de mandato, destacam-se a ampliação da capacidade da fábrica de Uberlândia-MG, que passará dos atuais 1,2 milhões de litros/dia para 1,5 milhões de litros/dia, e o aumento da produção de refrigerados em Pará de Minas-MG. Com a ampliação em Uberlândia, a captação que é de 4 milhões de litros de leite/dia, crescerá 35%.
Outro projeto da nova diretoria é a instalação de uma fábrica de queijos, mas o local e a data para o início das operações ainda não foram definidos. O investimento previsto é de R$ 120 milhões. Segundo Gontijo, 2007 foi o melhor dos últimos 30 anos para o mercado de lácteos, em função da grande exportação de leite em pó, das vendas externas estimuladas pela alta de preço e o aumento na demanda. "Foi um crescimento de cerca de 260% sobre o ano de 2006", diz. Para 2008, ele diz esperar ainda algum crescimento, embora não tão alto como o do ano passado.
A Itambé é a maior exportadora brasileira de lácteos, e incrementos neste setor também fazem parte dos planos da nova diretoria. Em 2007, o volume exportado representou 25% de seu faturamento.
Meio ambiente
Para poupar recursos naturais como água, energia elétrica e combustíveis e fazer a sua parte na preservação do meio ambiente, a empresa investe de forma maciça na substituição de sua matriz energética, de modo que os processos produtivos estejam em total sintonia com o desenvolvimento sustentável.
Outra importante ação ambiental é a redução na geração de resíduos e a construção e adequação dos sistemas de tratamento de efluentes.
Fonte: Revista Leite Integral - Em Outubro e Novembro/2008 |