CCPR/Itambé lança o projeto "Nossa Fábrica"
Cooperados conhecem a transformação de seu leite em diferentes produtos
No município de Pará de Minas localiza-se uma das cinco unidades fabris do Sistema CCPR/Itambé. Numa moderna planta industrial é produzida toda a linha de produtos refrigerados da Itambé, incluindo iogurtes, requeijão, leite vitaminado, leite pasteurizado e a linha de leite longa vida. Num regime de trabalho de 24 horas, o que inclui sábados, domingos e feriados, a fábrica recebe diariamente cerca de 600 mil litros de leite, que são transformados em aproximadamente 19 mil toneladas mensais de produtos lácteos.
Muitos produtores de leite nunca tiveram oportunidade de visitarem uma fábrica de laticínios. Por isso, a CCPR/Itambé lançou o projeto "Nossa Fábrica", com o propósito de mostrar aos cooperados vinculados às suas 31 cooperativas todas as etapas de industrialização do leite, desde a chegada do caminhão na fábrica até á transformação em derivados lácteos.
O programa iniciou no último dia 13 de setembro, com a visita de cerca de 50 associados da Cooperativa Agropecuária de Bom Despacho (COOPERBOM) à Unidade Fabril de Pará de Minas. Ao chegarem à fábrica, os cooperados foram recebidos pelo presidente da CCPR/Itambé, Jacques Gontijo Álvares e pelo gerente industrial da fábrica, Rodrigo Guimarães Ferraz, que se esclareceram as dúvidas dos produtores e mostraram a importância da relação entre a Itambé e seus associados. "O leite que é produzido com tanto sacrifício, chega aqui na fábrica e é neste momento que o produtor reconhece a destinação dele", conta Álvares.
Durante a recepção, os produtores puderam conhecer o trabalho de Vanúsia Rodrigues, que há dois anos é funcionária da linha de requeijão. De forma espontânea, ela os convidou para conhecer o seu setor e revelou o quanto se sente orgulhosa em trabalhar na CCPR/Itambé. "Hoje quando eu estou no ponto de ônibus para ir para casa e ninguém conversa comigo ou pergunta onde eu trabalho, eu faço questão de puxar assunto e dizer que sou colaboradora da Itambé", relata Vanúsia.
Maria da Glória Jacob, presidente da Associação de Catadores de Pará de Minas (Ascamp), é outra personagem desta história, que foi apresentada à comitiva da COOPERBOM e que compõe o universo fabril da CCPR/Itambé. Em recente parceria, a Itambé ampliou as suas ações de sustentabilidade e possibilitou que os resíduos recicláveis produzidos pela fábrica (papel, plástico, vidro e papelão) fossem doados para a associação que faz a triagem destes materiais em uma sede dentro da unidade fabril. "Hoje em dia só o material que é recolhido na cidade não é suficiente para sustentar as famílias dos catadores de papel. Com a parceria que fizemos com a Itambé temos uma renda mais digna", contextualiza Maria da Glória.
A visita à fábrica também contemplou outra fase. Para obedecer às regras de qualidade e segurança do processo industrial, os produtores se vestiram com uniformes, protetores auriculares, toucas e máscaras para circularem por todas as linhas de produção e conhecerem de perto como estas medidas de proteção são importantes.
Quando todos estavam paramentados como manda o figurino, era hora de conhecer a recepção do leite. Os responsáveis por explicar este funcionamento foram o analista de captação, Fernando Pinheiro e o supervisor de recepção, Roberto Marques, que tiraram todas as dúvidas dos visitantes sobre a produção de leite com qualidade, a importância da análise do leite nos laboratórios e a conseqüência destes fatores para a produção.
Os produtores puderam ver a fabricação e o envasamento das linhas de produção em atividade. Também viram a usina de tratamento de efluentes da fábrica e a construção do novo centro de distribuição (CD) da CCPR/Itambé que está sendo realizada ao lado da fábrica, em 13.000 metros quadrados de área construída.
Depois de percorrerem toda a fábrica, os cooperados compartilharam as suas experiências e expectativas em relação ao que buscavam ver ao longo do trajeto. Para o produtor Alonso Geraldo da Silva, a visita à esta unidade fabril, o surpreendeu. "Toda a programação foi muito bem organizada. Eu acreditava que seria de uma forma e quando conheci tudo, percebi que aqui é muito melhor do que eu imaginava", elogia Silva.
Já o associado Roberto José de Araújo acredita que este foi um momento de muita alegria para todos os cooperados. "Todo mundo está muito satisfeito e alegre. Percebemos que a Itambé está investindo cada vez mais e a produção está aumentando também. Isso gera mais valor para o produtor", diz Araújo.
Segundo o presidente da COOPERBOM, José Antônio Cardoso Cansado, conhecido como Zé do Nô, a aproximação entre a Itambé e o produtor se faz necessária, para que estes laços se tornem cada vez mais fortes. Ao encontro desta idéia, reflete também o gerente industrial da fábrica, Rodrigo Ferraz. "A Itambé é uma cooperativa e o associado é dono de tudo isso aqui. Esta visita é importante para que ele possa sentir a relevância da atividade e perceber o que acontece além da porteira da fazenda, para que eles possam também se identificar com isso", explica Ferraz.
A partir dos próximos meses, outras cooperativas também visitarão esta unidade fabril e poderão ter outra perspectiva sobre os rumos do leite, depois que sai da propriedade. É neste contexto que Dalquia Monteiro, secretária da gerência e uma das principais responsáveis pelo êxito do projeto, conduz a programação das visitas. "Acho que não podemos parar com essas visitas. O balanço final é maravilhoso, porque o produtor realmente teve contato e viu como funcionam as coisas por aqui", conclui Dalquia.